quarta-feira, 6 de junho de 2012

fim das aulas


Está a chegar o fim das aulas e a saudade de vocês já me está a matar.
Com vocês eu vivi tanto, sorrimos, discutimos, brincamos, passeamos… Vocês são o que me dava vontade para ir às aulas e aguentar todo o stress, eu não me consigo imaginar não vos ter ao meu lado para o próximo ano, vamos para sítios diferentes, longe uns dos outros e provavelmente só nos veremos de longe a longe e vai doer, eu queria ter-vos junto a mim para sempre mas sei que isso é impossível. Só quero que saibam  que vos amo de verdade 12ºA.
Não consigo escrever mais...

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Carta


É a primeira carta que te escrevo mas na verdade na minha cabeça já escrevi centenas delas para ti. Muitas ficaram por acabar porque as lágrimas e a dor no peito me impediam de pensar e de esconder a tristeza que escondo durante o dia e que á noite sozinha me acompanham.
Não consigo perceber até hoje porque saí daí… eu era feliz com a minha inocência, não precisava de ter nem de saber mais nada. Eu era…
A verdade é essa eu era feliz mas agora sobrevivo, sorrio, porque tem que ser. Viver com esta máscara dói mais do que possas imaginar por isso te queria aqui, sei que tu não me irias deixar chorar sozinha sei que tu me conhecias melhor do que eu própria e agora? Provavelmente já nem nos reconheceremos porque já passou muito tempo, já não sou a mesma com quem tu cresceste, com quem falas-te sobre os primeiros amores, desilusões… enquanto te escrevo esta carta o meu coração está apertado, sento-me presa num sítio onde eu não queria estar, queria-te aqui.
Lembro-me como se fosse hoje todos os momentos contigo, as partidas que fazíamos na escola, as voltas que dávamos numa escola que parecia tão pequena mas que nós encontrávamos encanto nela todos os dias, os cânticos de apoio no futebol dos rapazes da turma, os momentos que passamos naquela pequena escola mas onde passamos tantos bons momentos, depois o medo que sentimos em ir para à “escola grande”, e o caminho que fazíamos todos os dias, as aventuras na linha do comboio, o quanto nos divertíamos nessa curta distância da escola para casa.
Depois eu disse que ia embora eu não queria acreditar e tu também não, o que eu vinha a anunciar à tanto tempo infelizmente tornou-se realidade e eu tinha que vir embora no prazo de menos de uma semana eu ia embora e tinha que me despedir de todos, só eu sei o quanto chorei na cama que em breve teria que deixar, tu deste-me algo que até hoje está no meu quarto e onde eu escrevo sempre que posso um dia vou mostrar-te tudo o que nele escrevi e vais chorar assim como eu choro ainda hoje por não estar aí.
Mana esta carta não é a primeira e não será a última.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Hino à vida



Um aperto no peito, vontade de chorar,
Não é nada de amor como até agora,
A sensação de vazio, de não respirar,
O sufocar, o fim de uma longa espera.

As horas passam e sei que não há volta,
Não controlo o tempo onde vivo,
Nascemos livres e morremos presos,
É na luta pela justiça que sobrevivo.

Esperei tanto tempo pela liberdade,
Poder sair sem ter que me preocupar,
A vida toda pela frente e esta vontade,
Ah esta vontade de correr, rir, chorar.

Tenho tentado isto à muito tempo,
Deixar o mundo para trás sem pensar,
Não ter medo do que possa acontecer,
Cantar um hino à vida e amar.


Cristiana Gonçalves

Pesadelo


Eu já te tinha visto!
Num sonho tu tinhas-me aparecido
O teu olhar, tocou-me
E eu perdi completamente o sentido.

Os teus gestos, o teu toque!
O meu coração batia
Eu olhava. Tentava tocar-te
E o teu olhar sorria!

Não conseguia perceber
Estavas tão perto mas não te sentia
Queria, desejava, pedia para te ter
Mas nada acontecia e eu sofria!
Meu único desejo era ter-te
Meu único pensamento…
Era beijar-te…
Tudo isto tornou-se num tormento!

Acordei…
Tu não estavas por perto…
Então tremi, suspirei, chorei…
E desejei nunca te ter visto!


Cristiana Gonçalves

Acredita


Eu tenho fé por isso acredito
Quando um pássaro canta na minha janela
Eu acordo, admiro-o e com todo o carinho escuto
Oh! Se não fosse esta fé!

Quando sinto o vento…
O meu coração bate…
Os meus olhos fecham…
Tudo é tão arrepiante…

O vento que me arrepia
O coração que bate descontroladamente
E este desejo de ter ambos
Faz de mim o pássaro cantante!

Ele que pela manha acorda os amantes
Desperta todos os sentidos de uma vida
Faz-me acreditar que não estamos distantes.

O amor é como o vento
Não se vê mas sente-se
E eu então acredito
Que tu és o brilho nos meus olhos!


Cristiana Gonçalves

Revolução, sê tu mesmo


Vejo-me rodeada por mentalidades ignorantes,
Gente que resolve tudo com guerra
Para eles tem que ficar tudo como estava antes
Será que não têm espaço nesta Terra?

Tanto ódio, desprezo, racismo, violência,
Conseguem tudo o que querem
Ninguém oferece resistência
Por este caminho… nada vai acabar bem.

Na televisão vejo guerra em todo o lado
Sei que aquele negro só queria andar disfarçado
É insultado, ignorado e até espancado
Só Deus consegue desfazer este fado.

É hora de crescer e aprender
Tentam fazer-te infeliz
Mas és tu que tens que merecer
E lutar pela tua felicidade!



Cristiana Gonçalves


Livro da vida...


Um livro,
 As minhas histórias,
A minha vida,
Todas as minhas dores e alegrias.

Um livro onde escrevo
Onde as minhas palavras fazem sentido
Onde me sinto bem e não minto
Tudo o sofrido, tudo o amado.

Tudo neste livro é meu,
Tudo veio de mim,
Tudo é vindo do meu mundo.

Para muitos não fará sentido,
Mas para mim é tudo o que tenho
E o único que não me magoara nunca
E me sabe ouvir.

Toda a minha dor
Alegria vai para este livro
Para este papel
Que me sabe ouvir
E nunca se queixa,
Não fala,
Não sente.

Queria ter a sorte
De não sentir nada,
Ser um livro,
Ser escrito no sofrimento,
Não magoar.

Queria ser um livro,
Ouvir as histórias mais lindas,
Mais tristes.
Tudo faz parte deste livro…

O livro da vida…


Cristiana Gonçalves